Espaços e produtividade de uma equipe

Graças à arquitetura do espaço de trabalho de Jonas Salk e Albert Sabin estamos livres da Poliomielite. Jonas Salk estava trabalhando há anos, durante a década de 1940, para conseguir impedir o crescimento da Pólio no mundo. Mas estava exausto e não chegava a uma ideia que pudesse ser viável.

Com o objetivo de descansar se retirou para uma abadia na Itália e rapidamente teve a ideia que necessitava: ele poderia usar formas inativas do vírus para criar uma vacina, inocular as pessoas com esta forma inativa do vírus e estimular o sistema imunológico para que criasse os anticorpos necessários antes que um vírus real entrasse no corpo. Se isto algum dia acontecesse o corpo já estaria preparado e a doença seria evitada.

De acordo com o próprio Dr. Salk, ele não teria chegado a esta descoberta se não estivesse em um local diferente e apropriado para o pensamento sistêmico. A partir de então ele passou a estimular o meio arquitetônico para descobrir a relação entre a arquitetura e o funcionamento cerebral e fisiológico.

Na construção do Instituto Salk para Estudos Biológicos ele coordenou o arquiteto Louis Khan para que os materiais, formas e volumetrias pudessem estimular os pesquisadores na busca por soluções criativas no campo da medicina.

Ele também influenciou a criação da Academia de Neurociência para a Arquitetura (ANFA), e um dos pesquisadores do Institute Salk, Dr. Fred Gage, resumiu desta forma a influencia dos espaços sobre os seres humanos:

  • O cérebro controla o nosso comportamento;
  • Os genes controlam o mapa para o desenho e a estrutura do cérebro;
  • O espaço pode moderar as funções dos genes, e portanto a estrutura do nosso cérebro;
  • Mudanças no espaço modificam o nosso cérebro, e portanto modificam o nosso comportamento;
  • Consequentemente o desenho arquitetônico muda o nosso cérebro e o nosso comportamento.

 

Diariamente eu tenho a oportunidade e o privilégio de observar esta e outras influências dos espaços sobre a produtividade, o bem estar e a capacidade das equipes de trabalhos em diversas empresas diferentes. De empresas multinacionais como a Natura Cosméticos e o Banco Santander a empresas ainda por nascer, conhecidas por start-ups, vejo como as alterações no espaço físico e suas variáveis alteram o comportamento das equipes, as ideias de cada membro, a tomada de decisão dos gestores e consequentemente os resultados objetivos da empresa.

Além dos critérios de volumetria, o princípio trabalhado por Dr. Salk e Kahn, fatores como a iluminação, acústica, imagens, qualidade do ar e dos materiais e até mesmo a qualidade da água disponível para os usuários de um espaço interferem em sua fisiologia, saúde e imunologia, impactando diretamente o resultado da quantidade e qualidade de trabalhos entregues, bem como o sentimento de bem estar no ambiente de trabalho.

Reconhecer este imenso recurso que é o espaço construído e orientá-lo para que se torne saudável e eficiente pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

Portanto torna-se fundamental que empreendedores, gestores e membros de equipes saibam identificar e otimizar seus espaços de trabalho se querem ser bem sucedidos e acima da média do mercado, e ao fazer isto estão não apenas contribuindo para o bem estar de suas empresas, mas o daquele das pessoas envolvidas e fundamentalmente na criação de uma sociedade mais saudável, feliz e com maior qualidade de vida e existência.

 

Fonte: Selo Casa Saudável

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